domingo, 29 de setembro de 2013
TODA A RELEVÂNCIA E IRRELEVÂNCIA DA MTV
"Ninguém se importa", existe a VH1 e a Mix Tv por exemplo como substitutos, mas ver a primeira emissora de música brasileira se desvencilhando de vez de suas raízes é triste, muito embora há um bom tempo já fosse notória tal decisão, nunca ficou tão nítida e declarada como na quinta-feira dessa semana.
Fábio Massari, Thunderbird, Marina Person, Astrid, Cazé, Edgar, Maria Paula, Cuca, Gastão, João Gordo, Joselito, Sabrina Parlatore, Carla Lamarca, Marcos Mion, Chucky, Gaía, Sarinha... E outros nomes, sinônimos de Mtv Brasil com Z jamais, foram lá se reunir para declarar o "Fim" da Mtv. Previstos já um programa de variedades com o filho do Fábio Junior(o com nome de ração), e um reality show de namoro do Supla, me fazendo crer que vai se afastar ainda muuuuuito mais da proposta musical de outrora.
A já meio capenga Mtv Brasil, se nutria musicalmente das faixas musicais Clássicos, Alternativo, Picks.... todas sem apresentadores, o que ao meu ver é essencial para a Mtv principalmente para os com conhecimento de causa, radialistas virtuais que dialogavam com o público.
Acusam o YT de criar o desinteresse mas não, se fosse isso não existiram programas de humor ainda na tv, com tanta gente fazendo humor na internet. E outro fator seria o desinteressante quadro Pop da atualidade com seus Justins, Bioncis, Rihanas e Emos a torto e a direito, sem falar na popularidade do Funk (ostentação ou carioca), que o "bom gosto" dos donos da emissora não engoliu, leia-se sem preconceito, pois a mesma sempre acolheu o rap nacional como filho.
A última grande ideia da emissora foi chamar para o programa My Mtv, que foi apresentado um bom tempo por sortudos telespectadores, fazendo um favorzão de chamar os Vjs raiz para reprisar seu programas, e o do Gastão deixou claro para mim o problema da Mtv atual: COVARDIA, pois na época dele mesmo disputando com o pop, não arregavam e faziam programas de Heavy Metal, entrevistaram veteranos, sabe, o medo do pop e a falta de confiança na música matou a Mtv.
Aí substituiram por programas de humor sem graça a rodo, e o que tem gente sem graça rindo da própria piada naquela emissora, e os melhores do time sairam Adnet, Calabresa e Tatá. Massacration foi sem dúvida a Melhor Piada:
E salva os top clássicos, alternativos, mas são faixas de clipe que não conversam sobre eles, e nenhum programa tão relevante quanto o Máquina do Tempo não vão ao ar. (http://www.maquinadotempo.blog.br/2013/09/23/maquina-do-tempo-155-mtv-brasil-os-primordios/)
Clipes do Iron inesquecíveis para mim são Wasted Years, aquele que mostra todos os Eddies de tocas as capas, e Wasting Loooooooveeeeee, do cara que tatooava o nome de todas as minas que pegava.
Acho que um dos últimos clipes de linguagem Mtv é o do Haim, e que 3 irmãs dançam no clipe, mas sabem cantar e tocar. Ou Wires do Red Fang, O clipe que atropela as latas de cerveja.
Eu lembro do dia quando Thunderbird anunciou no Ponto Zero Black and White do Michael Jackson completo.
R.I.P Mtv Brasil.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
A hora mais escura (Zero Dark Thirty)
| Direção | Kathryn Bigelow |
| Produção | Kathryn Bigelow Mark Boal Megan Ellison |
| Roteiro | Mark Boal |
| Elenco original | Jessica Chastain Jason Clarke Joel Edgerton |
| Gênero | Thriller Ação |
| Idioma original | Inglês |
| Música | Alexandre Desplat |
| Diretor de arte | Jeremy Hindle |
| Diretor de fotografia | Greig Fraser |
| Figurino | George L. Little |
| Edição | William Goldenberg Dylan Tichenor |
| Estúdio | Annapurna Pictures |
| Distribuição | Columbia Pictures Universal Pictures |
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
O Voô (Flight)
| Direção | Robert Zemeckis |
| Produção | Laurie MacDonald Walter F. Parkes Jack Rapke |
| Roteiro | John Gatins |
| Elenco original | Denzel Washington Don Cheadle Kelly Reilly John Goodman |
| Gênero | Drama |
| Idioma original | Inglês |
| Estúdio | Parkes MacDonald + Prods. ImageMovers |
| Distribuição | Paramount Pictures |
domingo, 6 de janeiro de 2013
Top 5 de Podcasts de 2012
Top 10 Filmes de 2012
9 - Prometheus
8 - Looper
7 - As Aventuras de Tintim
6 – Jogos Vorazes
5 – Ted
4 – Vingadores
3 – O Hobbit
2 – SkyFall
1 – Batman Ressurge
Menção Honrosa
Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras
quinta-feira, 22 de março de 2012
SALA ESCURA: Projeto X

“É aquele filme para desligar o seu cérebro e se divertir”, eu detesto quando as pessoas apelam para esse subterfúgio, para fugir de uma análise dos pontos negativos de um filme. No entanto, como sentir algo diferente por Projeto X. Lembra Superbad, lembra Cloverfield, mas sem a alma do primeiro, e sem o cérebro do segundo. Talvez por usar a roupagem de um mockumentary (um documentário de mentira), perdoa-se o desenvolvimento capenga dos personagens. Não que não tenham personagens que eu tenha gostado de cara, exemplo do gordinho que veste a melhor roupa para a festa, e paga mico, ou o coroa inadequado que quer se enturmar com a garotada, ou a dupla franzina de seguranças que proporcionam boas risadas sem grande esforço. Mas, o aniversariante Thomas, é um Michael Cera um pouco mais alto, magrelo e feio, não passa muita coisa, e seu romance raso com sua melhor amiga linda, apela para um clichê para abrir um sorriso no rosto das garotas no final, e Castor parece uma versão bunda suja do Gordinho do Superbad., embora a ousadia do personagem me agrade, não é alguém a procura de redenção, é um moleque sórdido mesmo, que com facilidade você encontra na sala de exibição desse filme. E por falar em facilidade, tá aí um pouco que me incomoda no filme, que aquelas 1.000 gatas dignas da victoria secrets tenham se convencido com tanta facilidade a ir a festa do loser Thomas, somente pelo boca a boca. Claro que é revelado em um momento posterior que havia sido anunciada a festa em duas rádios e um site de relacionamentos, mas não parece lá muito verossímil que tenha sido tão fácil. O filme que começa no estilo handycam quando é realizada a festa, se torna uma filmagem digna de 50 Cent, com as bela mulheres de topless mergulhando na piscina, e dançarinos frenéticos, e viciados em extasy por toda a parte. Há de se destacar a cena do traficante incendiário, uma das que mais me fizeram rir pelo extremo do absurdo como foi executada, e original de certa forma, já que o mais simples seria aparecer o homem armado com uma pistola na festa e pronto, mas o exagero épico, que fez com a festa de Thomas não fosse uma simples farra de quem está fazendo barulho na vizinhança. E ver Thomas sofrendo a consequência de seus atos também foi uma boa, ao invés de tocar Tears for Fears com pipocas voando no final. O filme se conclui com D12, a banda do Eminem, mas o ideal seria ter terminado com You have to fight for your right to party dos Beastie Boys. Um filme bom para uma pré-night ou pré-balada, sendo SuperBad um bom After Hours.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
A ORIGEM (Inception)
by.Queiroz

A Origem não é tão complexo como pregam, mas discordo de quem diz que é isento de profundidade. Falemos um pouco dos prováveis erros da trama. Dar o bastão de protagonista ao personagem Dom (Leonardo DiCaprio) foi o primeiro erro, não que ele faça feio, muito pelo contrário, mas quando você pretende expor o público a uma atmosfera completamente desconhecida, é preciso ter como protagonista o personagem que faça a ponte de ligação. No caso aqui o correto seria que essa tarefa fosse passada a Ariadne (Ellen Page), pois ela é a estranha a esse mundo extraordinário dos sonhos compartilhados, ela assim como o público que deve lidar com esse novo universo. Dessa forma a rapidez em que ela se sente a vontade de cara no tal mundo, já é a primeira falha. Se a Ariadne é o Neo desse universo e Dom é o Morpheus haveria de ter um período maior de aprendizado. Usando as palavras do próprio filme, bastavam 5 minutos para ter essa sensação de longevidade. Mas, pois bem, se Ellen Page tem que ser sempre a menina prodígio, que seja, mas o pulo de decisão de Ariadne para partir nesse mundo estranho de um frame para o seguinte eu achei ruim, pois a personagem não tem que abandonar a segurança do lar, horários, obrigações e nem mesmo um namorado para sentir falta dela, simplesmente disponível para ser A arquiteta, tarefa a qual Dom só a incube por causa do fantasma de Mal (Marion Cotillard), sua falecida esposa, que o impede de realizar tal tarefa. Daí parte as questões mais delicadas do filme, a possível responsabilidade que Dom teria na morte da esposa, e que no terceiro ato dá a resposta do porque este seria capaz de cometer a Inserção da Idéia. Gordon-Levitt na pele de Arthur é quem protagoniza as melhores cenas do filme, pois é a ponte de ligação das três camadas de sonho: O carro caindo, O mundo sem gravidade e A nevasca, cenas que já haviam sido expostas no trailer, mas como é de costume nos filmes do Nolan, você viu no trailer, mas quando você descobre o verdadeiro sentido daquilo no filme é simplesmente maravilhoso sabe. Mas, usando as palavras de um dos personagens do filme: “Você não pode se privar de sonhar mais alto”, e acho que faltou isso a Christopher Nolan, um personagem com poder de subverter aquele mundo dos sonhos compartilhados, Um Vilão, e não um fantasma de uma mulher falecida, e creio que poderia ser o Saito (Ken Watanabe) que poderia querer disparar contra Fisher (Cillian Murphy) para deixá-lo de propósito no limbo, e se era para ousar porque não a Ariadne (Ellen Page)? Que poderia muito bem propor a criação do universo de sonhos ao seu bel prazer, se tornado uma Rainha, e tal idéia foi muito bem concebida
Batman - The Dark Knight

RACHEL

Primeiro as damas: Rachel (Katie Holmes) de Batman Begins era uma workaholic, com cara de braba que dava tapa na cara do herói, para ele deixar de ser moleque. A Rachel (Maggie Gyllenhaal) de The Dark Knight é alguém que leva a sério seu trabalho com certeza, enamorada com o promotor público Harvey Dent, e extremamente sexy, coisa que a durona Rachel do primeiro filme não era, apesar de linda. A Rachel nesse filme deixou de ser a namoradinha do Batman, mas não perdeu sua importância na trama. Mas, mesmo assim a 1.ª Rachel que dá base aos olhares, diálogos entre ela e Bruce Wayne. A 1.ª Rachel participou da melhor cena de ação do primeiro filme, digo aquela em que ela está envenenada com o gás do medo e o Batman acelera com o bat-móvel . Essa é mais mocinha, e infelizmente não vai estar no próximo filme. Vou sentir falta da Rachel, mas Selina Kyle pode vir com tudo.
BRUCE WAYNE

ALFRED

Alfred (Michael Caine) sempre foi contrário à idéia de seu patrão de sair por aí vestido de morcego dando porrada em bandidos. Mas, o Alfred é sem dúvida a base para o homem por trás da máscara. Sempre tem uma boa estória para contar e é bom dar atenção aos seus conselhos. Pois, não ouvi-lo pode ser fatal. E não só isso, o Alfred é muito engraçado.
LUCIUS FOX

O gênio da tecnologia que fazia piadinhas sonsas em Batman Begins de não saber os hábitos noturnos de seu patrão. Se no primeiro Lucius Fox (Morgan Freeman) só fazia os brinquedos, nesse ele participa da ação, mesmo que seja só intelectualmente. E é dono da melhor piada do filme.
HARVEY DENT

Harvey Dent (Aaron Eckhart) é o que o Bruce Wayne gostaria de ser: Um herói que não precisa usar uma máscara, lutando dentro das regras. Um homem elegante e apaixonado, mas não se engane. Por trás da imagem pomposa se esconde alguém que se você apontar uma arma ele vai tomar de você e te dar um murro na cara, e dizer o tipo de arma, ano de fabricação e nacionalidade. O Cavaleiro Branco de Gothan.
CORINGA

Eu li pessoas chamando de pálida a versão de Jack Nicholson para o Coringa, perto da versão de Heath Ledger. Eu creio que a de Jack seja ótima, mais fiel à versão dos quadrinhos, caindo nos produtos químicos, com seu gás do riso que faz a pessoas terem o mesmo sorriso que ele. E convenhamos que a falta de fidelidade aos quadrinhos já rendeu muita dor de cabeça aos nerds. É uma versão apaixonada e com base nos quadrinhos, mas que não ultrapassa nenhuma linha. Já a de Heath Ledger quebra todas as regras mesmo as do próprio Coringa. Que mané gás do riso? O cara usa um punhal mesmo. Que produto químico, o que? O cara pinta a cara por vontade própria para fazer seu circo de horror. Ledger não é só o Coringa nesse filme, ele é Hannibal Lecter, Jigsaw, Mr.Glass, é Kevin Spacey em Se7en. Mas, não é uma versão completamente destoada dos quadrinhos, por exemplo, A piada mortal, clássico das grafic novels, é muito bem citada na trama. Você acredita nele numa cena, e na seguinte descobre que ele contou uma mentira. E isso tudo faz parte do plano.

Ele é um espetáculo à parte. Se Nolan dirigisse: Gordon Begins, eu veria com certeza. Um bastião de honestidade da corporação, o antes sargento, tenente e agora Comissário Gordon (Gary Oldman), chegou aonde chegou pela pura competência. Seu aliado de luta contra o crime Harvey Dent, talvez não entenda, por que Gordon se faz de cego em relação aos que saem da linha na corporação. Mas, Gordon está lá para somar. O Alfred é o melhor amigo de Bruce Wayne, mas o melhor amigo do Batman é o Comissário Gordon.
BATMAN

Finalmente, um filme onde há um equilíbrio entre o herói e o vilão. Tim Burton amava os vilões, e esquecia o protagonista. Dessa vez não, tanto o Batman (Christian Bale) quanto o Coringa, conseguem cada um a sua maneira conduzir os outros personagens da trama. No confronto, os dois perdem e ganham ao mesmo tempo. Não há vitória de um lado em detrimento do outro. Os dois nunca vão mudar. Como o próprio Coringa diz, o vilão só existe por causa do herói. Ele agora já não se considera mais o símbolo que pensava ser no primeiro filme. O homem que usava o próprio medo para assustar seus inimigos, agora teme ver a mulher que ama terminar nos braços de outro e no seu combate a violência acaba atiçando mais violência. Crê que Harvey possa ser um substituto à altura. Mas, não joga a fantasia numa lata de lixo da rua. Preocupa-se em armar bem o terreno para a substituição. Se tornando até mais violento. Não que ele quebre sua única regra: Não matar. É até um privilégio assistir as cenas que ele consegue resolver as coisas de forma "limpa", caindo na porrada para não perder o costume, mas fazendo isso de maneira magistral. Como disse nesse filme há um equilibrio entre o herói e os vilões. Se antes Batman conseguia resolver as coisas de maneira quase matemática, dessa vez ele apanha e quase chega perto da morte. Uma coisa que me incomodava no primeiro filme era o fato do Batman não ser um crânio como nos gibis. Falha corrigida agora, Batman nesse filme tem o raciocínio rápido, e não deixa mais 90% das ideias de seus brinquedos para o Fox. E será que Batman vai largar a capa e viver na boa com sua amada? Você tem que ver o filme ora, para saber.
COADJUVANTES

É raro ver em filmes coadjuvantes tão essenciais as cenas como nesse filme. No caso o maior destaque fica por conta do grupo de palhaços do Coringa. Anônimos debaixo de suas máscaras realizaram uma cena que já entrou para a história do cinema.
NOLAN

Poucas são as vezes que o público sabe de cor o nome de um diretor de cinema. Se antes Hitchcock, Spilberg, Tarantino e M.Night, eram uns dos poucos que tinham essa honraria. Hoje pode se pronunciar Nolan para saber de quem estamos falando. Diretor do surpreendente O grande truque, já tinha impressionado até os que não curtem hqs com seu primeiro Batman. Agora com The Dark Knight, ele mudou as coisas para sempre. Thank you, Nolan.
Vídeo para quem ainda não viu o filme:
Vídeo para quem quer matar saudade do filme:
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
O Curioso Caso de Benjamin Button
A cena mais triste do filme é a que se aproxima de sua conclusão, em que a Sr.ª Daisy (Cate Blanchett) olha para os olhos do bebê Benjamin e constata que ele a reconheceu e o mesmo fecha os olhos dando um fim aos seus 80 anos de vida. E que vida ele levou. Navegou, participou de uma batalha em alto-mar, deitou-se com mulheres da vida, amou duas mulheres, uma que adorava a sua companhia, e conversando toda a noite até o amanhecer (Elizabeth - Tilda Swinton) e a outra Daisy (Cate Blanchett) o amor de sua vida, a mulher pela qual ele queria “envelhecer” ao seu lado. Nessa vida ao contrário, Benjamin (Brad Pitt) viu muitos dos seus morrerem “cedo”, ele que foi deixado na porta de um Asilo por seu pai (Thomas Button - Jason Flemyng), sendo acolhido por uma jovem (Queenie -Taraji P. Henson) que não poderia ter filhos, e apesar dele ser diferente, era uma criatura de Deus como qualquer outra. Se você pensar bem pessoas idosas não deixam de voltar a ser crianças de certa forma. Acabam voltando as fraudas de qualquer jeito. E passar os anos e ter a sensação que está mais sadio e mais jovem, não é uma exclusividade da ficção. É engraçado quando o Capitão (Jared Harris) questiona Benjamin se com “todo o seu tempo de vida” nunca tinha conhecido uma mulher e após ouvir a resposta retruca de como aquilo era triste. Tal a intimidade do espectador com a estória, que acaba sendo convencido da virgindade daquele menino velho. Quando ele vai rejuvenescendo e na medida em que chega ao ponto em que a mulheres da sala escura começam a fazer fiu-fiu, você acaba achando que o trabalho de Brad Pitt nessa etapa do filme acabou e que tudo seria mais fácil, e que não haveria mais o porque de ficar envolvido com a estória. Que nada. É triste quando Benjamin chega a conclusão do inevitável após a informação da gravidez de sua amada Daisy, constata que não poderia ter uma vida como a de qualquer pessoa. Que sua velhice precoce, não se comparava ao ardor de sua inevitável juventude, e que não poderia ser pai, e que muito menos poderia fazer sua mulher se tornar a sua mãe. Por isso ele se afasta, vai ver o mundo experimentar as mais diversas sensações, conhecer diferentes povos e cada lugar que ele foi, fazendo questão de enviar uma mensagem a sua filha de como gostaria de estar presente e as lições que a vida estava lhe dando. E Caroline (Julia Ormond) nesse momento em que esta lendo essa parte de seu diário sente vontade de ter conhecido melhor seu pai, e não ter apenas cumprimentado ele uma única vez aos 12 anos. É um filme diferente de outros que eu vi que falam sobre a passagem brusca do tempo. E fiquei atordoado com a imagem do Benjamin aos 12, sem memória, sem novos rumos e evidentemente sem um futuro. Porque se em Click do Adam Sandler e o Homem Bicentenário do Robin Willians, te dão a sensação que ainda dá tempo, nesse você sai da sala com aquela coisa de: ”Eu não fiz nada ainda” ou “Tudo passa rápido demais”. O que eu posso dizer como um alento que o filme não nós dá? Sinceramente, não sei. Prefiro fechar o texto com a clássica frase de John Lennon: “A vida é aquilo que acontece com você, enquanto está ocupado fazendo planos“.
WATCHMEN

Bastardos Inglórios
Esse foi o ano dos filmes da 2.ª Guerra Mundial, tivemos O Leitor de Stephen Daldry, Operação Valkiria de Bryan Singer e no Brasil, Tempos de Paz que fala do drama de um Polonês que sobreviveu aos horrores da Guerra. Levando em conta que O Leitor questiona o que você faria no lugar deles, Valkiria fala dos que lutaram contra o regime estabelecido, e Tempos de Paz dos pontos em comum entre as torturas de guerra e os porões da ditadura, consideramos que todos têm em comum, buscar na realidade uma base para poder discutir bem o assunto. Bastardos Inglórios, não tem essa pretensão, até disserta bem sobre certos fatos históricos, cinematográficos e faz divertidas referencias, mas deve ser encarado com a mesma seriedade de alguém que está assistindo a Kill Bill Vol.1 ou Vol.2. Ou seja, não pense que ira a sala de cinema assistir a uma obra edificante no que tange ao ponto de vista histórico e tudo mais. Não, apesar de ser ambientado na segunda guerra, é cinema para diversão, assim como qualquer outra obra que Tarantino tenha realizado até hoje. Mas, claro, ele realiza isso da maneira mais refinada possível, e na força dos idiomas e diálogos que prendem nossa atenção durante 153min. de duração. Sem dúvida nenhuma o grande destaque do filme fica por conta do oficial Landa (Christoph Waltz), com seus interrogatórios inteligentes e precisos, e todos os seus trejeitos e sua habilidade em falar várias línguas. Bate uma certa frustração em o cartaz destacar tanto os Bastardos, mas aquilo que o trailer vende, não chega a ser a gasolina do filme. Temos sim os escalpos e a violência pontual de Taranta, mas reside no terror psicológico, os pontos de maior violência do filme. A subtrama da francesa Emanuelle (Mélanie Laurent) dá um rumo muito mais interessante ao filme do que as pretensões dos Bastardos.
INVICTUS

Nenhum povo entende tanto quanto o brasileiro o quão a proximidade do esporte do povo, dá este a moral para seguir bem os seus dias. Para uma parcela ganhar uma copa do mundo não traz benefícios ao povo, pois os países desenvolvidos levam bomba nos esportes e tem um bom um desenvolvimento político. Ora, esse é um pensamento que vê de um ângulo muito pequeno a situação. Com tantas mazelas políticas ver pessoas ganhando honestamente a vida e vencendo com o seu suor e representando o país no exterior é uma maneira mais do que justa de demonstrar o Brasil que deu certo. Mas, porque essa introdução se o texto é para falar de Invictus, que retrata um time de rúgbi da África do Sul? Bem, o esporte é outro, mas a intenção de Madiba, ou melhor, Mandela foi a mesma, quando tomou as dores dos Springboks, um time de Rúgbi com poucas chances na Copa do Mundo. A discussão do medo e do rancor envereda muito bem pelo filme, o medo na figura do chefe de segurança de Mandela, sempre a espera de algum atentado ao Presidente Africano, e rancor nas declarações dos personagens que não compreendem porque Mandela resolveu apoiar entre claras aspas seus algozes. Tirar de uma parcela do povo o que ela presa, não é uma forma de suprir uma antiga injustiça, Mandela queria demonstrar a mudança de sua gestão, que o fim do Apartheid teria que trazer benefícios tanto aos de pele clara quanto os de escura. Daí vem o herói do filme François Pienaar, muito bem interpretado por um parrudo Matt Damon, alguém sem mácula que inspirado por um grande líder vai lá lutar por seu país. O Clint Eastwood gosta de trabalhar com personagens que mudam de idéia no decorrer da trama, aprendendo algo importante. E parece que tem certa queda pela cor verde, vide a Menina de Ouro. A realização de um filme com um final feliz, quem diria, assim como os personagens de seus filmes marcados por uma drástica mudança de idéia, creio que talvez Clint Eastwood esteja mudando também as suas.
GRAN TORINO
Deixe ela entrar

U.S. x John Lennon
Essas e outras perguntas encontram resposta
Scott Pilgrim contra O Mundo
Scott Pilgrim é o melhor filme inspirado em vídeo games já feito até hoje a despeito de ser uma adaptação de quadrinhos. Há duas maneiras de analisar Scott Pilgrim, uma pelo primor de seus efeitos especiais e coreografia que pode ser posta sem parecer que está sendo superestimado ao lado de Kill Bill, nesse formato oriental com rostos ocidentais e outra pelo seu teor comédia romântica que vou deixar para as últimas linhas do texto para comentar. Ninguém olha para Michael Cera esperando que seja o tipo de pessoa que vá se dar bem numa briga, mas o magricela por um milagre de boa direção consegue convencer na pele do garoto brigão dos quadrinhos. Talvez, a motivação desse Daniel San do século XXI, reforce a crença, pois quem não cairia na porrada por Ramona Flowers?? O filme que trabalha na mesma velocidade de uma sitcom, em que as piadas são atiradas por segundo na tela, tendo até direito a uma breve homenagem a Seinfeld, soma coisas que serão reconhecidas por quem jogou Mario Bros. nos anos 90 como por ex. os oponentes virarem moedas quando abatidos, ou Street Fighter, com o famoso K.O!!! vindo na tela. Aliais desde o Batman de Adam West que não se vê tantas onomatopéias tão bem utilizadas em cenas de luta, o que hoje surge do resultado de efeitos especiais muito bem feitos, e cenas de lutas diferentes e bem construídas. Quem há de esquecer Brandon Roth, eternamente vaiado por Superman,O Retorno, encarnando um roqueiro vegetariano com poderes paranormais, travando uma Bass Battle com Scott Pilgrim. E destaco que a minha seqüência de luta preferida seja mesmo a da ex namorada lésbica de Ramona que quando rodopia para dar um chute em Scott tem seu pé parado no ar por Ramona e se vê na tela entre elas as letras VS, é sensacional, toda a seqüência e sua hilária e até imprópria conclusão. Falando do lado comédia romântica, peca, sabe, pois toda a preocupação que se tem em formatar como uma excelente fábula de vídeo game, lhe falta para o lado comédia romântica, talvez a alma indie de um Juno ou mesmo um Brilho Eterno de uma mente sem lembranças, não é dada a Michael Cera a oportunidade de ir além óbvio. Essas limitações de atuação de Michael Cera, só são suprimidas nos momentos de explosão do Scott Pilgrim, mas quando para e fala sério, não dá para o rapaz. A Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead), apesar de por vezes ser frigida ainda assim você consegue vislumbrar uma alma para a personagem, o que não acontece com Scott, quando no terceiro ato ele diz que está lutando porque ama a Ramona, durante todo o tempo da projeção todos deveriam estar convencidos, mas não rola, pela falta de química dos personagens. É o grande problema do filme, o Scott Pilgrim é um cara fanfarrão que muda de uma namorada para outra sem nem estar aí, talvez pela debilidade de Michael Cera convencer como um sujeito assim, e mais como aquele cara frágil, bem banana, que a meninas sentem uma queda, mas por o filme ser muito engraçadinho, você não se incomoda com os momentos pseudo românticos. É por isso que para mim como comédia romântica vale apenas um ingresso, como filme inspirado em vídeo games vale três ingressos, subtraindo, chegamos a dois ingressos. Ah, sim, devo dizer aqui que graças ao Grupo Estação consegui assistir ao filme no Estação Botafogo no dia de sábado, pois eis que a distribuição da Universal no Brasil não foi nada camarada. GAME OVER
VALE DOIS INGRESSOS
Blue Valentine

É desagradável pensar que os melhores filmes sobre amor sejam justamente os que retratam fins de relacionamentos: Apenas o Fim, Separados pelo Casamento, 500 dias com ela... enfim, Blue Valentine (me recuso a dizer o título do filme em português, é vergonhoso!!), entra nessa boa galeria. Sob um prisma de ponto de vista mais feminino sobre a questão, uma mulher inteligente e seus relacionamentos com idiotas possessivos (não a priori, por culpa dela é bem verdade). Michelle Willians passeia pela simpatia e antipatia de Cindy, e talvez a única personagem que é beneficiada com a falta de linearidade da trama. Há coisas em que num primeiro instante parecem que vão ter uma importância mais a frente, mas são dissolvidas da trama como castelos de areia, como a devoção de Dean (Ryan Gosling) com o idoso Walter ou mesmo a cadela morta do casal, mas nenhum desses elementos parecem ter muita importância para a trama que segue mesmo focada no casal protagonista. Dean tem claras desvantagens em relação a Cindy, a começar pela aparência, enquanto Dean tem aparência cansada e um modo acomodado de encarar a vida em um emprego que não gosta e mantendo o seu alcoolismo, Cindy ainda é uma mulher atraente e ainda leva a sério seu desejo de ser bem sucedida sendo uma médica, enquanto Dean não consegue ser mais desejado pela própria mulher e apesar de seus claros dotes musicais e nas palavras da própria Cindy em certo ponto do filme bom em tudo que faz, prefere continuar apenas sustentando sua família sem maiores expectativas. O Ping Pong do início e final de relacionamento acaba que desgastando momentos cândidos como a música que Dean faz para Cindy tocando uquelele e esta sapateia de forma que isoladamente torna a cena um clássico.
VALE DOIS INGRESSOS
Um Lugar Qualquer (somewhere)
O público sente pelo início da projeção de Somewhere ou Um Lugar Qualquer, ao assistir a Ferrari preta de Johnny Marco (Sthephen Dorff) dando ininterruptas voltas, a sensação é que o filme terá o tom de fardo durante os seus 90 min. de duração. E o que se vê na cena seguinte é Johnny exausto deitado na cama assistindo ao show de pole dance de 2 gêmeas loiras lindas ao som de My Hero do Foo Fighters e você acaba indignado pelo fato daquele idiota simplesmente fechar os olhos e dormir. E vão se sucedendo cenas e cada vez o público se inclina na cadeira de cinema em posição de sono. Mas aí eis que surge na tela o raio de sol Cleo, a linda Elle Fanning, e sim ela é irmã da Dakota, eis que voltamos a ter a mesma sensação positiva que tivemos ao assistir ao trailer. Sei que é lugar comum, você considerar o trailer melhor do que o filme em si, afinal na edição do trailer fazem o recorte das cenas mais agradáveis, ou veem como é mais viável vender o filme, se alguém quisesse vender Somewhere como comédia conseguiria, e sem dúvida como um drama também, no caso desse é vendido como um filme sobre Pai e Filha. Pois bem, será realmente um filme pai e filha, ou o filme sobre um cara que não soube fazer as escolhas certas? Se for a segunda opção o filme melhora para mim, pois se você crer que na verdade Johnny tinha aptidão para música e não atuação é possível catar pequenas informações sobre ao longo da projeção. Falo dele se vestir com uma camisa com o logo da gravadora independente SubPop, dele ter uma camisa do Black Flag a qual está vestido quando cobrem a sua cabeça de maquiagem para fazer o molde de sua cabeça, e em seguida vemos o trabalho pronto com ele com o rosto de um homem idoso, e muito embora jogar bem Guitar Hero não qualifique ninguém para ser um bom músico, eis que se torna mais uma informação que o rapaz escolheu a profissão errada. Agora se for visto como um filme sobre pai e filha, acho que acaba por ser um espetáculo a parte para a Cleo nas cenas do Guitar Hero, dela patinando perfeitamente, dela cozinhando hambúrgueres, o olhar feio dela para o pai quando uma de suas amantes toma café da manhã junto com eles, e por fim o grande catalisador que vimos no trailer que é a cena da piscina ao som de I'll Try Anything Once do Julian Casablancas uma versão pirata de You only live once dos Strokes, só dá ela. É visível que Sophia Coppola quis realizar um filme para ficar ao lado de Encontros e Desencontros na prateira de DVDs, mas o que conseguiu no fim das contas foi realizar um filme chato.
VALE UM INGRESSO

