quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A ORIGEM (Inception)

by.Queiroz

A Origem não é tão complexo como pregam, mas discordo de quem diz que é isento de profundidade. Falemos um pouco dos prováveis erros da trama. Dar o bastão de protagonista ao personagem Dom (Leonardo DiCaprio) foi o primeiro erro, não que ele faça feio, muito pelo contrário, mas quando você pretende expor o público a uma atmosfera completamente desconhecida, é preciso ter como protagonista o personagem que faça a ponte de ligação. No caso aqui o correto seria que essa tarefa fosse passada a Ariadne (Ellen Page), pois ela é a estranha a esse mundo extraordinário dos sonhos compartilhados, ela assim como o público que deve lidar com esse novo universo. Dessa forma a rapidez em que ela se sente a vontade de cara no tal mundo, já é a primeira falha. Se a Ariadne é o Neo desse universo e Dom é o Morpheus haveria de ter um período maior de aprendizado. Usando as palavras do próprio filme, bastavam 5 minutos para ter essa sensação de longevidade. Mas, pois bem, se Ellen Page tem que ser sempre a menina prodígio, que seja, mas o pulo de decisão de Ariadne para partir nesse mundo estranho de um frame para o seguinte eu achei ruim, pois a personagem não tem que abandonar a segurança do lar, horários, obrigações e nem mesmo um namorado para sentir falta dela, simplesmente disponível para ser A arquiteta, tarefa a qual Dom só a incube por causa do fantasma de Mal (Marion Cotillard), sua falecida esposa, que o impede de realizar tal tarefa. Daí parte as questões mais delicadas do filme, a possível responsabilidade que Dom teria na morte da esposa, e que no terceiro ato dá a resposta do porque este seria capaz de cometer a Inserção da Idéia. Gordon-Levitt na pele de Arthur é quem protagoniza as melhores cenas do filme, pois é a ponte de ligação das três camadas de sonho: O carro caindo, O mundo sem gravidade e A nevasca, cenas que já haviam sido expostas no trailer, mas como é de costume nos filmes do Nolan, você viu no trailer, mas quando você descobre o verdadeiro sentido daquilo no filme é simplesmente maravilhoso sabe. Mas, usando as palavras de um dos personagens do filme: “Você não pode se privar de sonhar mais alto”, e acho que faltou isso a Christopher Nolan, um personagem com poder de subverter aquele mundo dos sonhos compartilhados, Um Vilão, e não um fantasma de uma mulher falecida, e creio que poderia ser o Saito (Ken Watanabe) que poderia querer disparar contra Fisher (Cillian Murphy) para deixá-lo de propósito no limbo, e se era para ousar porque não a Ariadne (Ellen Page)? Que poderia muito bem propor a criação do universo de sonhos ao seu bel prazer, se tornado uma Rainha, e tal idéia foi muito bem concebida em A Cela protagonizado por Jennifer Lopez, em que a mesma tem seus momentos de fraqueza e sonhos de glória. No entanto a despeito dos claros defeitos, são simplesmente sensacionais o ritmo acelerado da edição, a trilha estupenda de Hans Zimmer e aquele totem girando sob a mesa ao final da projeção, me fizeram sair do cinema com um sorriso de satisfação. A Origem não é impossível de entender, você só não pode dormir no ponto.


Batman - The Dark Knight

by.Queiroz





RACHEL


Primeiro as damas: Rachel (Katie Holmes) de Batman Begins era uma workaholic, com cara de braba que dava tapa na cara do herói, para ele deixar de ser moleque. A Rachel (Maggie Gyllenhaal) de The Dark Knight é alguém que leva a sério seu trabalho com certeza, enamorada com o promotor público Harvey Dent, e extremamente sexy, coisa que a durona Rachel do primeiro filme não era, apesar de linda. A Rachel nesse filme deixou de ser a namoradinha do Batman, mas não perdeu sua importância na trama. Mas, mesmo assim a 1.ª Rachel que dá base aos olhares, diálogos entre ela e Bruce Wayne. A 1.ª Rachel participou da melhor cena de ação do primeiro filme, digo aquela em que ela está envenenada com o gás do medo e o Batman acelera com o bat-móvel . Essa é mais mocinha, e infelizmente não vai estar no próximo filme. Vou sentir falta da Rachel, mas Selina Kyle pode vir com tudo.


BRUCE WAYNE




Não tem nenhuma cena antológica como a do Bruce Wayne (Christian Bale) briaco mandando embora os convidados de seu aniversário. Mas a linha que separa o Batman e Bruce Wayne ficou muito mais tênue. Assim como a gente acredita que o fanfarrão Tony Stark é capaz de construir seus brinquedos maravilhosos, nesse filme fica claro que o que faz do Bruce Wayne o Batman não é simplesmente a roupa. Até a cena do lamborghini que no trailer parece idiota, no filme está entre uma das melhores. E claro, o verdadeiro Bruce, continua com suas cicatrizes de guerra urbana, e ouvindo os bons conselhos do Alfred.

ALFRED

Alfred (Michael Caine) sempre foi contrário à idéia de seu patrão de sair por aí vestido de morcego dando porrada em bandidos. Mas, o Alfred é sem dúvida a base para o homem por trás da máscara. Sempre tem uma boa estória para contar e é bom dar atenção aos seus conselhos. Pois, não ouvi-lo pode ser fatal. E não só isso, o Alfred é muito engraçado.


LUCIUS FOX

O gênio da tecnologia que fazia piadinhas sonsas em Batman Begins de não saber os hábitos noturnos de seu patrão. Se no primeiro Lucius Fox (Morgan Freeman) só fazia os brinquedos, nesse ele participa da ação, mesmo que seja só intelectualmente. E é dono da melhor piada do filme.


HARVEY DENT

Harvey Dent (Aaron Eckhart) é o que o Bruce Wayne gostaria de ser: Um herói que não precisa usar uma máscara, lutando dentro das regras. Um homem elegante e apaixonado, mas não se engane. Por trás da imagem pomposa se esconde alguém que se você apontar uma arma ele vai tomar de você e te dar um murro na cara, e dizer o tipo de arma, ano de fabricação e nacionalidade. O Cavaleiro Branco de Gothan.


CORINGA

Eu li pessoas chamando de pálida a versão de Jack Nicholson para o Coringa, perto da versão de Heath Ledger. Eu creio que a de Jack seja ótima, mais fiel à versão dos quadrinhos, caindo nos produtos químicos, com seu gás do riso que faz a pessoas terem o mesmo sorriso que ele. E convenhamos que a falta de fidelidade aos quadrinhos já rendeu muita dor de cabeça aos nerds. É uma versão apaixonada e com base nos quadrinhos, mas que não ultrapassa nenhuma linha. Já a de Heath Ledger quebra todas as regras mesmo as do próprio Coringa. Que mané gás do riso? O cara usa um punhal mesmo. Que produto químico, o que? O cara pinta a cara por vontade própria para fazer seu circo de horror. Ledger não é só o Coringa nesse filme, ele é Hannibal Lecter, Jigsaw, Mr.Glass, é Kevin Spacey em Se7en. Mas, não é uma versão completamente destoada dos quadrinhos, por exemplo, A piada mortal, clássico das grafic novels, é muito bem citada na trama. Você acredita nele numa cena, e na seguinte descobre que ele contou uma mentira. E isso tudo faz parte do plano.


GORDON

Ele é um espetáculo à parte. Se Nolan dirigisse: Gordon Begins, eu veria com certeza. Um bastião de honestidade da corporação, o antes sargento, tenente e agora Comissário Gordon (Gary Oldman), chegou aonde chegou pela pura competência. Seu aliado de luta contra o crime Harvey Dent, talvez não entenda, por que Gordon se faz de cego em relação aos que saem da linha na corporação. Mas, Gordon está lá para somar. O Alfred é o melhor amigo de Bruce Wayne, mas o melhor amigo do Batman é o Comissário Gordon.



BATMAN

Finalmente, um filme onde há um equilíbrio entre o herói e o vilão. Tim Burton amava os vilões, e esquecia o protagonista. Dessa vez não, tanto o Batman (Christian Bale) quanto o Coringa, conseguem cada um a sua maneira conduzir os outros personagens da trama. No confronto, os dois perdem e ganham ao mesmo tempo. Não há vitória de um lado em detrimento do outro. Os dois nunca vão mudar. Como o próprio Coringa diz, o vilão só existe por causa do herói. Ele agora já não se considera mais o símbolo que pensava ser no primeiro filme. O homem que usava o próprio medo para assustar seus inimigos, agora teme ver a mulher que ama terminar nos braços de outro e no seu combate a violência acaba atiçando mais violência. Crê que Harvey possa ser um substituto à altura. Mas, não joga a fantasia numa lata de lixo da rua. Preocupa-se em armar bem o terreno para a substituição. Se tornando até mais violento. Não que ele quebre sua única regra: Não matar. É até um privilégio assistir as cenas que ele consegue resolver as coisas de forma "limpa", caindo na porrada para não perder o costume, mas fazendo isso de maneira magistral. Como disse nesse filme há um equilibrio entre o herói e os vilões. Se antes Batman conseguia resolver as coisas de maneira quase matemática, dessa vez ele apanha e quase chega perto da morte. Uma coisa que me incomodava no primeiro filme era o fato do Batman não ser um crânio como nos gibis. Falha corrigida agora, Batman nesse filme tem o raciocínio rápido, e não deixa mais 90% das ideias de seus brinquedos para o Fox. E será que Batman vai largar a capa e viver na boa com sua amada? Você tem que ver o filme ora, para saber.

COADJUVANTES

É raro ver em filmes coadjuvantes tão essenciais as cenas como nesse filme. No caso o maior destaque fica por conta do grupo de palhaços do Coringa. Anônimos debaixo de suas máscaras realizaram uma cena que já entrou para a história do cinema.

NOLAN

Poucas são as vezes que o público sabe de cor o nome de um diretor de cinema. Se antes Hitchcock, Spilberg, Tarantino e M.Night, eram uns dos poucos que tinham essa honraria. Hoje pode se pronunciar Nolan para saber de quem estamos falando. Diretor do surpreendente O grande truque, já tinha impressionado até os que não curtem hqs com seu primeiro Batman. Agora com The Dark Knight, ele mudou as coisas para sempre. Thank you, Nolan.

Vídeo para quem ainda não viu o filme:


Vídeo para quem quer matar saudade do filme:

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Curioso Caso de Benjamin Button

by.Queiroz





A cena mais triste do filme é a que se aproxima de sua conclusão, em que a Sr.ª Daisy (Cate Blanchett) olha para os olhos do bebê Benjamin e constata que ele a reconheceu e o mesmo fecha os olhos dando um fim aos seus 80 anos de vida. E que vida ele levou. Navegou, participou de uma batalha em alto-mar, deitou-se com mulheres da vida, amou duas mulheres, uma que adorava a sua companhia, e conversando toda a noite até o amanhecer (Elizabeth - Tilda Swinton) e a outra Daisy (Cate Blanchett) o amor de sua vida, a mulher pela qual ele queria “envelhecer” ao seu lado. Nessa vida ao contrário, Benjamin (Brad Pitt) viu muitos dos seus morrerem “cedo”, ele que foi deixado na porta de um Asilo por seu pai (Thomas Button - Jason Flemyng), sendo acolhido por uma jovem (Queenie -Taraji P. Henson) que não poderia ter filhos, e apesar dele ser diferente, era uma criatura de Deus como qualquer outra. Se você pensar bem pessoas idosas não deixam de voltar a ser crianças de certa forma. Acabam voltando as fraudas de qualquer jeito. E passar os anos e ter a sensação que está mais sadio e mais jovem, não é uma exclusividade da ficção. É engraçado quando o Capitão (Jared Harris) questiona Benjamin se com “todo o seu tempo de vida” nunca tinha conhecido uma mulher e após ouvir a resposta retruca de como aquilo era triste. Tal a intimidade do espectador com a estória, que acaba sendo convencido da virgindade daquele menino velho. Quando ele vai rejuvenescendo e na medida em que chega ao ponto em que a mulheres da sala escura começam a fazer fiu-fiu, você acaba achando que o trabalho de Brad Pitt nessa etapa do filme acabou e que tudo seria mais fácil, e que não haveria mais o porque de ficar envolvido com a estória. Que nada. É triste quando Benjamin chega a conclusão do inevitável após a informação da gravidez de sua amada Daisy, constata que não poderia ter uma vida como a de qualquer pessoa. Que sua velhice precoce, não se comparava ao ardor de sua inevitável juventude, e que não poderia ser pai, e que muito menos poderia fazer sua mulher se tornar a sua mãe. Por isso ele se afasta, vai ver o mundo experimentar as mais diversas sensações, conhecer diferentes povos e cada lugar que ele foi, fazendo questão de enviar uma mensagem a sua filha de como gostaria de estar presente e as lições que a vida estava lhe dando. E Caroline (Julia Ormond) nesse momento em que esta lendo essa parte de seu diário sente vontade de ter conhecido melhor seu pai, e não ter apenas cumprimentado ele uma única vez aos 12 anos. É um filme diferente de outros que eu vi que falam sobre a passagem brusca do tempo. E fiquei atordoado com a imagem do Benjamin aos 12, sem memória, sem novos rumos e evidentemente sem um futuro. Porque se em Click do Adam Sandler e o Homem Bicentenário do Robin Willians, te dão a sensação que ainda dá tempo, nesse você sai da sala com aquela coisa de: ”Eu não fiz nada ainda” ou “Tudo passa rápido demais”. O que eu posso dizer como um alento que o filme não nós dá? Sinceramente, não sei. Prefiro fechar o texto com a clássica frase de John Lennon: “A vida é aquilo que acontece com você, enquanto está ocupado fazendo planos“.

WATCHMEN

by.Queiroz
O filme de Zack Snyder, é um exemplo de como se deve dar trato a uma adaptação ou transposição de hqs para o cinema. Tudo é fabuloso, desde a fotografia à escolha das trilhas sonoras que vão de Bob Dylan a Jimi Hendrix, e sem falar do elenco escolhido a dedo. Não sei o nome dessa técnica do início do filme que as pessoas ficam em pose para foto e ao mesmo tempo há movimento, como a que o Comediante (Jeffrey Dean Morgan), está sorrindo para as fotos segurando o pescoço de um gatuno, e a arma do bandido ainda dispara, assim como várias. Há uma bela imagem de uma manifestante, colocando uma rosa no cano de um fuzil, que dispara o que nos leva a melancolicamente a pensar naqueles que desarmados encaram fuzis pelo que acreditam. Watchmen que pode ser entendido tanto como os vigilantes ou Homens Relógio, faz muito sentido quando é entoada a música de Dylan com os versos “Times they are changing”, casa tanto com o apelido da trupe, dado por manifestantes que tem desagrado contra eles, quanto a passagem de tempo que retrata o fim do grupo de super-heróis veteranos, Os Minutemen, com o surgimento do Watchmen e a instauração da Lei Keene, proibindo as ações dos grupos fantasiados. Aliais a trama perde muito em não incluir as imagens exibidas na campanha viral do filme, principalmente a propaganda governamental realtiva a Lei Keene, uma pena mesmo, algo que deve ser corrigido nas versões em blue-ray. Os efeitos especiais, estão entre aqueles que a última geração presenciou de melhor. Se disputar a estatueta, na categoria de Efeitos Especiais, espero que não a perca para um Benjamin Button da vida. As cenas de violência são sem dó, como seriam numa hq, seguindo o mesmo exemplo de Sin City e 300, em que elas são potencializadas, assim cenas de nudez e sexo. Sim pais, é um filme para maiores de 18 anos. Agora falando do que me desagrada na trama, são as pausas, para explicar as origens, dos personagens. Saber por exemplo, a origem do Dr. Manhattan (Billy Grudup), só foi um bela balde de água fria, e até quando ele volta ao filme dá aquele desanimo, eu pensei: ”Lá vem esse mala, denovo”. Tanto na HQ, quanto pelo próprio Alan Moore e fãs da graphic novel, O Dr. Manhattan é considerado o Superman da “vida real”, razão pela qual o EUA, nessa realidade venceu a Guerra do Vietnã. Aliais um ponto muito forte na trama escrita por Alan Moore, de não adaptar as Hqs ao mundo real, onde os fatos políticos históricos seriam exatamente os mesmos, mas demonstrar como o mundo real seria se os super-heróis fossem reais. Tanto que nessa realidade, Nixon se reelegue, afinal, ganhou a guerra do vietnã. No entanto, devo dizer que quanto ao Dr. Manhattan ser uma versão do Superman na vida real devo veementemente discordar. Pois a despeito de todo o seu poder, o Superman, tem como caracteristica mais marcante o sentimento de altruísmo elevado, e carrega a frustação de que quem ele ama e protege não seja tão indestrutível quanto ele, a começar por seu pai adotivo, que morreu de infarto, mesmo todo o seu poder era inútil para evitar isso, e acaba que devotando a sua vida para proteger o planeta que o adotou de constantes ameaças. Já o Dr. Manhatthan, se tivesse nascido Alemão, o Hitler teria ganho a guerra, pois ele é o Superman imaginado por este, o ser perfeito destituido de sentimentos menores. Aliais diferente do Superman, tão preocupado com o próximo, o Dr. Manhattan, com seus infinitos poderes sob a matéria, tendo até com a capacidade de viajar para Marte, acredita que aquele planeta sem nenhum habitante, está em mais harmonia com a vida do que o planeta Terra lotado de habitantes. Não duvido que o personagem renda uma boa leitura, mas transposto para a tela de cinema, este pode dar as mãos ao Surfista Prateado como um dos personagens mais chatos de hqs. Ele podia levar com ele o Surfista Prateado, o Magneto do desenho X-Men Evolution e o Sylar de Heroes para o Planeta Marte e fica lá, e nunca mais voltar. Uma mala sem alça, e sem cueca. A única pessoa a qual ele nutre sentimento de amor é Laurie (Malin Åkerman), filha de Sally Jupiter (Carla Gugino), e herdou o nome de super-heroína da mãe, Espectral, seguindo o exemplo da mãe, mais para não decepciona-lá, assim como faria uma filha de uma modelo. Namorada do Dr.Manhathan (Billy Crudup), ela sofre por namorar com alguem que aparentemente está por causa dos seus fabulosos poderes acima do bem e do mal, se sentido no fim das contas só, mesmo que seu namorado tenha o poder de criar quantas réplicas quiser de si mesmo, podendo estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Por causa, de sua investida no mundo dos super-herois, acabou se isolando de pessoas comuns, acaba que por só ter amizade com Daniel Dreiberg (Patrick Wilson), apaixonado por ela. Ela está no grande escalão das musas dos quadrinhos, e com certeza vai virar a fantasia fácil para as mulheres nas próximas festas. O único personagem cuja a origem visivelmente pareceu interessante como um diferencial ao desenvolvimento da trama ao ser transposta para o cinema, foi a do Rorschach(Jackie Earle Haley). Vítima de traumas de infância e de um pior ainda trabalhando como vigilante, é um um homem que esconde completamente seu rosto atrás de uma máscara branca com um desenho rorschach, que são aqueles borrões que os psicologos mostram para os paciente para perguntar o que eles estão vendo. Aliais no filme inexplicavelmente, esse desenho muda a toda hora sua forma, causando até um efeito interessante, mas sem que, nem porque, afinal o personagem, não possui habilidades sobrenaturais. Detetive eficiente mandou vários para a prisão, e em certo ponto da trama é preso tendo que rever seu algozes, aliais uma das cenas mais memoráveis do filme quando os policiais retiram sua máscara ele pede para devolverem seu rosto, e quando revelado, o ator Jackie Earle Haley não deixa a peteca cair, realizando um trabalho impecável. É quase um Clint Eastwood, com sua voz embargada, e amargura e senso de justiça elevado. É comparável ao Marv de Sin City, interpretado por Mickey Rourke, no que tange a passagem de um personagem de Hq para a telona, o tornado mais vivo, crível, e marcante o possível, sem mudar uma linha do texto original. Pena que originalmente ele não seja o protagonista da trama, e até esperava que fosse mais bem explorados seus dotes como detetive, mas sem dúvida é figura que fica de positiva na sua cabeça quando você sai da sala de projeção. No entanto é mais fácil se identificar com o Coruja (Patrick Wilson), um herói a moda antiga, cabeça fria, boa pessoa, entre os Watchmen o detentor de maior bom senso, e possuindo ótimos aparatos tecnológicos, que seriam seus óculos, com visão noturna elevada, capazes de identificar qualquer pessoa, e sua nave, que lembra um mini submarino, seria quase que uma versão moderna do Batman de Adam West. Apaixonado por Laurie (Malin Åkerman), (mas também quem não o é?), no filme cai como o personagem que aparentemente parece ter mais facilidade em lidar com o dia a dia de uma pessoa normal, mas na verdade, essa atitude é uma máscara, para esconder a saudade dos áureos tempos de super-herói, o que lhe causa uma grande frustração, o que chega a lhe dar impotência sexual. Quando resolve voltar a atuar como vigilante, muito é verdade inspirado pela presença de sua amada, Laurie, volta a ter alegria de viver. Dos personagens da trama, é o único que pode carregar tranquilamente a alcunha de super-herói. E quem é o homem que é jogado pela janela no trailer? O comediante (Jeffrey Dean Morgan), alterego de Edward Blake, o começou sua carreira como um vigilante, membro dos Minutemen, nesse universo proposto por Alan Moore, o únicos super-heróis existentes, depois tendo em vista a guerra do vietnã foi inserido em um grupo paramilitar. Machão inveterado, tinha um relacionamento complicado com Sally Espectral (Carla Gugino), a qual uma vez espancou e tentou violentar, impedido por outro membro do grupo de vigilantes a qual pertencia. Desumano ao estremo, é um sádico mata com um sorriso no rosto. Ele crê que a violencia exarcebada e a vitória no vietnã,o retrato mais fiel do Sonho Americano. Seria o Comediante asssassino de JFK? O Comediante não é um anti-herói, ele é um vilão que trabalha do “lado certo”. “Mamãe me perdoe”, ele diz duas vezes, como uma forma de clamar perdão por suas atitudes crueis. É assassinado no início da trama em seu aposentos jogado por sua janela por um homem misterioso. Assim como aconteceu com Hugh Jackman em relação ao Wolverine, Jeffrey Dean Morgan nasceu para ser o Comediante. Por fim, temos Ozymandias (Matthew Goode), alterego de Adrian Veidt, que tornou sua identidade secreta pública, e com isso conseguiu faturar muito dinheiro. Seu codinome vem de um poema de Percy Bysshe Shelley, que descreve a estátua do Rei Ozymandias esquecida no deserto. É o homem mais inteligente do mundo, tem como ídolo Alexandre O Grande, e adaptou os pensamentos do mesmo ao mundo empresarial moderno. Sua capacidade mental é tamanha que chega a influenciar no seu aspecto físico, o tornando um exímio lutador, sendo capaz até de pegar uma bala apenas calculando a sua tragetória. Ele é a compensação por Watchmen não possuir super vilões, sendo o ponto controverso. No universo hq regular, este poderia ficar horas conversando com Lex Luthor, lhe dando ideias bem melhores para o seu planos. Se o Batman de Nolan, continua sendo a melhor adaptação de hqs exibidas no cinema, talvez seja pelo fato que a verdade não é suficiente, as pessoas precisam de algo mais, e também seja algo mais confortável que crer que só um grande mal pode unir a todos. O mundo ainda não está preparado para Watchmen, assim como Rorschach, para as ideias de Ozymandias.